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    Pessoa passando pano de microfibra azul no para-brisa de um carro, limpando a superfície com gotas de água visíveis.
    Como cuidar dos vidros e películas do carro: 5 cuidados essenciais
    28 maio, 2021

    9 coisas que você pode verificar no seu carro

    Publicado por José Renato Siqueira Campos em 20 maio, 2021
    Mão com luva de proteção ajustando e inspecionando o pneu de um carro, com a banda de rodagem em destaque e o veículo ao fundo desfocado em ambiente urbano.

    Além de usar o carro para viajar e para momentos de lazer, muita gente depende dele para trabalhar e acaba passando boa parte do tempo dentro do veículo. Por isso, cuidar da manutenção básica é fundamental para evitar problemas e garantir segurança no dia a dia.

    Alguns itens do carro precisam ser acompanhados de forma preventiva para garantir o bom funcionamento do motor e dos demais sistemas. Ao fazer essa revisão periódica, você reduz o risco de panes inesperadas e também evita gastos elevados com reparos mais complexos.

    Uma direção segura não se resume apenas a respeitar a sinalização e a velocidade. Fazer uma inspeção automotiva completa com frequência também é uma forma de cuidar da sua vida e da vida de outras pessoas no trânsito.

    A verificação periódica e preventiva é uma grande aliada do seu veículo, pois ajuda a manter o carro em bom estado de conservação, mais seguro e valorizado na hora da revenda.

    Muitos motoristas acreditam que, para fazer qualquer revisão, é obrigatório levar o carro à oficina. Mas a verdade é que existem vários itens que você mesmo pode checar em casa, ao longo da semana, com alguns cuidados simples.

    Neste artigo, você vai conhecer 9 coisas que pode verificar no seu carro e entender por que esses cuidados fazem diferença na sua rotina.

    Leia também: Diferença de peça original e reposição

    9 itens para checar no seu carro

    O mais importante é transformar a revisão periódica em um hábito. Veja, abaixo, as 9 coisas que você pode verificar no seu carro e como essas checagens ajudam a manter tudo em ordem.

    • •Freio de estacionamento em bom funcionamento.
    • • Luzes de farol e freio sempre reguladas.
    • • Direção sem ruídos e trepidações.
    • •Itens obrigatórios e úteis no kit de emergência.
    • • Hora certa de trocar os pneus.
    • • Calibragem correta para os pneus.
    • • Nível ideal do líquido de arrefecimento.
    • • Como conferir o nível de óleo do motor.
    • • Troca do limpador de para-brisas (palhetas).

    Freio de estacionamento: como identificar problemas

    O freio de estacionamento (freio de mão) pode perder eficiência com o tempo, principalmente quando é usado de forma incorreta. Embora seja pouco lembrado por muitos motoristas, ele é essencial para manter o veículo parado com segurança em subidas, descidas e estacionamentos.

    O cuidado com o freio de estacionamento começa no manuseio. Evite puxar a alavanca com força excessiva, pois isso acelera o desgaste do cabo de aço e das outras partes móveis do sistema, fazendo com que ele afrouxe mais rapidamente.

    Entre as falhas mais comuns estão o afrouxamento, que reduz a capacidade de frenagem do carro parado, e o estrangulamento, que dificulta a ativação e a desativação do freio por conta da pressão excessiva no cabo.

    Para verificar se o freio de estacionamento está funcionando corretamente, faça um teste simples: puxe a alavanca e conte os “cliques”. Se ela ultrapassar cerca de quatro estágios ou precisar ser puxada quase até o teto para segurar o carro, é sinal de desregulagem.

    O ideal é revisar componentes do freio de estacionamento a cada 15 mil km. Mas, se algum desses sinais aparecer antes, procure um mecânico de confiança para fazer os ajustes necessários.

    Leia também: Tecnologias automotivas que ajudam a salvar vidas no trânsito

    Quando e como verificar as luzes do carro

    As luzes do carro podem desregular com o tempo, seja por vibrações, buracos, pequenas batidas ou desgaste natural das lâmpadas e conectores. A boa notícia é que você mesmo pode fazer checagens simples em casa.

    Entre os itens que merecem atenção constante estão: lanterna, luz baixa, luz de posição, luz alta, iluminação lateral, luz de freio, ré, setas, pisca-alerta, farol de neblina e lanterna de neblina.

    Para verificar, estacione o carro em um local plano e, de preferência, de frente para uma parede. Ligue os faróis e observe o reflexo: se um lado estiver mais fraco ou escuro que o outro, é provável que alguma lâmpada esteja queimada ou desregulada.

    Em seguida, apague as luzes, engrene a marcha ré e verifique a iluminação de ré pelos retrovisores ou com a ajuda de outra pessoa. Repita o processo com as lanternas e luzes de posição, sempre observando o reflexo e o funcionamento nos retrovisores externos.

    Para analisar as luzes de direção, apague toda a iluminação do carro, acione as setas e o pisca-alerta e confira se todas as lâmpadas estão funcionando. Feito isso, você já terá uma boa noção de como está o sistema de iluminação do veículo.

    Sinais de problemas na direção do veículo

    Muita gente acha que a vibração no volante é algo “normal” do tempo de uso do carro, mas esse é um sinal importante de que algo pode estar errado. Ignorar essas vibrações pode trazer riscos à segurança e aumentar o desgaste de outros componentes.

    Além do perigo mecânico, a vibração constante também cansa o motorista. Em viagens mais longas, a força extra para manter o volante estável pode causar dores nos braços e nos ombros, reduzindo o conforto e a atenção ao dirigir.

    Veículos maiores, como SUVs, exigem naturalmente mais esforço para manter a estabilidade, o que torna ainda mais importante verificar qualquer trepidação ou ruído na direção com frequência.

    Para perceber melhor a trepidação, dirija em um local plano, reto e sem buracos. Se o volante vibrar demais ou o carro puxar para um lado, é um sinal de alerta. Ruídos ao esterçar, direção pesada ou “folgada” também indicam necessidade de ajustes nos componentes.

    Com o carro parado, vire o volante de um lado para o outro mais de uma vez. Não deve haver folgas excessivas nem estalos vindos da caixa de direção. Aproveite para testar a buzina e os comandos do volante, garantindo que tudo está em ordem.

    Leia também: O que acontece se o pivô de suspensão está ruim?

    Itens essenciais no kit de emergência do carro

    Imprevistos acontecem, e ter um kit de emergência completo no carro é uma forma de se proteger e também de cuidar da segurança dos outros motoristas. Alguns itens são obrigatórios por lei, e outros, embora não sejam exigidos, podem ajudar muito em situações de risco.

    Para facilitar, confira quatro grupos de itens importantes que não podem faltar no seu veículo:

    Triângulo, macaco e chave de roda

    Esse trio é exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro, e a falta de qualquer um deles é considerada infração grave, sujeita a multa. Mais do que uma exigência legal, são itens indispensáveis para sinalizar o veículo parado e trocar um pneu com segurança.

    Em uma pane ou acidente, o triângulo deve ser colocado a aproximadamente 30 a 50 metros do carro, de forma a alertar os demais motoristas. Já o macaco e a chave de roda são utilizados quando é necessário remover e substituir o pneu danificado.

    Estepe em bom estado

    O estepe também é obrigatório e faz parte do kit de emergência do carro. Mesmo sem uso, ele precisa ser mantido em bom estado e calibrado regularmente, de preferência junto com os demais pneus.

    Se o estepe ficar muito tempo com baixa pressão, pode ressecar e não resistir ao uso quando for necessário. Por isso, não deixe de incluí-lo na rotina de calibragem.

    Kit de primeiros socorros

    O kit de primeiros socorros não é mais obrigatório por lei, mas continua sendo um grande aliado em situações de emergência. Ter gaze, ataduras, esparadrapos e antissépticos no veículo ajuda a lidar com pequenos ferimentos até que seja possível buscar atendimento médico.

    Extintor de incêndio

    Embora o extintor não seja mais obrigatório para todos os veículos, é altamente recomendado mantê-lo no carro. Em caso de princípio de incêndio, ele pode ser decisivo para controlar as chamas até a chegada de ajuda profissional.

    Verifique sempre o prazo de validade e o tipo de extintor indicado. Na hora de usar, retire o lacre, acione o gatilho e direcione o jato para a base do fogo, nunca diretamente para as chamas.

    Quando trocar os pneus do carro

    A qualidade dos pneus é diretamente ligada à segurança de motoristas, passageiros e pedestres. Pneus muito desgastados, carecas, com bolhas ou deformações não conseguem garantir a aderência ideal e aumentam o risco de acidentes.

    Além da perda de sulcos, calombos, furos e deformações podem comprometer a estrutura do pneu, causar desalinhamento e até provocar estouros em situações mais críticas. Por isso, ficar atento ao estado geral do conjunto é fundamental para a sua segurança e para o bolso.

    Datas de validade e quilometragem recomendada são referências importantes, mas o desgaste real varia conforme o uso do veículo, o tipo de piso, o peso transportado e o estilo de condução. O ideal é inspecionar regularmente a banda de rodagem e as laterais.

    Como verificar o desgaste visual dos pneus

    Os pneus possuem um indicador de desgaste chamado TWI, formado por pequenas barrinhas de borracha entre os sulcos. Quando a banda de rodagem se aproxima da altura dessas barras, é sinal de que está na hora de trocar o pneu.

    Observe também as laterais em busca de sinais de ressecamento, rachaduras, rasgos ou bolhas. Esses pontos podem indicar vazamento de ar ou regiões fragilizadas, com risco maior de estouro. Ao identificar qualquer um desses sinais, leve o carro a uma borracharia ou oficina especializada.

    De forma geral, recomenda-se a substituição a cada 10 mil km, mas esse intervalo pode ser menor em trajetos com muitas subidas, buracos, estradas de terra ou uso intenso do veículo.

    Leia também: Dicas para escolher o pneu ideal

    Calibragem ideal e frequência de checagem dos pneus

    Manter os pneus calibrados corretamente é uma das formas mais simples de aumentar a segurança, melhorar o consumo de combustível e prolongar a vida útil do conjunto. Pneus murchos ou muito cheios comprometem a dirigibilidade e o desgaste da banda de rodagem.

    A calibragem deve ser feita com os pneus frios, ou seja, em um posto próximo, a no máximo 2 km de distância da sua casa. Lembre-se também de calibrar o estepe, adicionando cerca de 4 a 5 psi a mais do que a pressão recomendada para os demais pneus.

    O ideal é checar a pressão dos pneus pelo menos uma vez por semana e sempre seguir os valores indicados no manual do proprietário ou na etiqueta fixada na coluna da porta ou na tampa do combustível.

    Para calibrar corretamente, siga este passo a passo:

    • ✓Digite a pressão recomendada no visor do calibrador e acione o equipamento;
    • ✓Retire a tampa da válvula do pneu;
    • ✓Encaixe a mangueira do calibrador na válvula (acionando a trava, se houver);
    • ✓Aguarde o apito ou sinal do equipamento indicando que a pressão ideal foi atingida;
    • ✓Recoloque a tampa na válvula para evitar entrada de sujeira.

    Nível do líquido de arrefecimento: por que não deixar baixar

    Com o tempo, é normal que o nível do líquido de arrefecimento sofra pequenas variações. Mesmo assim, é importante que o reservatório esteja sempre entre as marcas de mínimo e máximo para evitar o superaquecimento do motor e problemas mais graves.

    A inspeção deve ser feita sempre com o motor frio. Com o capô aberto, observe as marcações no reservatório. Se o nível estiver abaixo do mínimo, complete com o fluido adequado, respeitando as recomendações do fabricante do veículo.

    Quando for necessário completar com água, a melhor opção é a água destilada, pois ela não contém sais minerais que podem causar corrosão, crostas e entupimento nos dutos do sistema, aumentando o risco de superaquecimento. Na falta de água destilada, utilize água filtrada como alternativa, mas providencie a correção adequada o quanto antes.

    Passo a passo para conferir o nível de óleo do motor

    O óleo é responsável pela lubrificação, limpeza e proteção das peças internas do motor. Rodar com o nível errado pode causar desgaste prematuro, aumento de consumo e até danos graves ao conjunto.

    Sempre que possível, faça a verificação com o motor frio, em uma superfície plana, antes de começar a rodar. Siga os passos abaixo:

    • ✓Estacione o veículo em superfície plana e aguarde cerca de 10 minutos para o óleo assentar no cárter;
    • ✓Abra o capô e localize a vareta de medição, geralmente com ponta colorida (vermelha, laranja ou amarela);
    • ✓Retire a vareta, limpe-a com um pano limpo, recoloque totalmente no tubo e retire novamente para fazer a leitura correta;
    • ✓Observe onde o óleo atinge em relação às marcas de mínimo e máximo. O ideal é que o nível esteja entre os dois riscos, sem ficar abaixo ou acima das marcações.

    Rodar com óleo abaixo do nível prejudica a lubrificação e aumenta o atrito entre as peças. Já o excesso pode elevar a pressão interna, causar vazamentos, sujeira nas velas e problemas no catalisador.

    Leia também: Troca de óleo do motor: o que saber para não ser enganado

    Sinais de que é hora de trocar o limpador de para-brisa

    As palhetas do limpador de para-brisa costumam ser lembradas apenas em dias de chuva, mas é importante manter esse componente sempre em bom estado para não comprometer a visibilidade quando você mais precisar.

    Mudanças bruscas de temperatura, exposição constante ao sol e poluição ressecam a borracha, causando falhas na limpeza do vidro. Alguns sinais de que está na hora de trocar o limpador são:

    • •Palhetas deixando riscos ou faixas no vidro;
    • •Vidro embaçado ou mal limpo mesmo após várias passadas;
    • •Borracha quebradiça, torta ou soltando pedaços;
    • •Trepidações e barulhos ao acionar o limpador de para-brisa.

    Além das palhetas, vale a pena verificar o funcionamento do motor do limpador, o braço onde a peça é encaixada e o estado do esguicho de água, que também pode entupir com o tempo.

    Leia também: Como tirar riscos no para-brisa do carro em casa?

    Conclusão

    Agora que você conhece 9 coisas que pode verificar no seu carro, vale separar um tempo na semana para checar esses itens e rodar com mais tranquilidade. Esses cuidados simples ajudam a preservar o veículo, evitar despesas inesperadas e aumentar a sua segurança e a da sua família na estrada.

    Se ficou com alguma dúvida ou tiver sugestões, deixe seu comentário e compartilhe estas dicas com quem também se preocupa com a manutenção do carro.

    E não se esqueça de acompanhar nossos conteúdos semanais aqui no blog para ficar por dentro de mais dicas e novidades do mundo automotivo.

    Leia também: Diferentes tipos de combustível

    Mantenha o seu carro em dia com as peças certas

    Freios, pneus, iluminação, direção e palhetas em bom estado fazem toda a diferença na hora de dirigir com segurança. Na hora de substituir alguma peça, prefira produtos de qualidade e compatíveis com o seu veículo.

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    José Renato Siqueira Campos
    José Renato Siqueira Campos
    Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e autor do livro Manual do Jornalismo Esportivo: o que aprendi no globoesporte.com Espírito Santo. Atualmente, integro a equipe de Marketing Digital da Autoglass.

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