


Saber como usar corretamente os faróis do carro no trânsito é tão importante quanto colocar o cinto de segurança, respeitar a velocidade permitida e estar atento às condições da via. Não é só você que tem dúvidas sobre quando e onde ligar lanterna ou o farol baixo ou alto.
O sistema de iluminação, muitas vezes descrito como conjunto ótico, é citado na legislação de trânsito com orientações básicas que valem a pena ser seguidas para manter a segurança e evitar multas. A variedade de componentes é grande: faróis diurnos (conhecidos como DRL), faróis principais, faixas de LED, farol auxiliar, lanternas, piscas e defletores.
Leia também: Farol máscara negra: o que é, vantagens e é permitido?
O sistema de iluminação do carro tem quatro tipos principais: faróis principais (baixo e alto), luzes de direção (pisca/seta), faróis de milha ou auxiliares (incluindo o de neblina) e pisca-alerta. Cada um tem uma função específica e um momento certo de uso, e usar o tipo errado pode gerar multa e colocar outros motoristas em risco.
Com o avanço da tecnologia, os faróis tornaram-se multifuncionais, mas as duas funções principais continuam sendo luz baixa e luz alta. O Art. 40, inciso I do Código de Trânsito Brasileiro (alterado pela Lei nº 13.290/2016) determina a obrigatoriedade do uso dos faróis baixos em rodovias, dentro de túneis e durante a noite em qualquer via. Em rodovias e túneis, as luzes baixas devem ficar acesas independentemente do período do dia.
Já os faróis altos só podem ser usados em vias sem iluminação, e sempre devem ser trocados para o baixo ao cruzar com outro veículo. O uso indevido em trechos urbanos resulta em multa e perda de pontos na carteira. O Art. 224 do CTB define como infração leve “fazer uso do facho de luz alta dos faróis em vias providas de iluminação pública”: multa de R$130,16 e 4 pontos na CNH.
As luzes de direção (também chamadas de pisca ou seta) são essenciais para o trânsito seguro, especialmente nas cidades. Sempre que for feita uma mudança de posição, elas devem ser usadas: ao mudar de faixa, desviar de objetos na pista, em parada para passageiros ou ao entrar em uma via. Muitos motoristas assumem o hábito perigoso de não acioná-las, e o resultado comum são acidentes e colisões. Além da insegurança, o condutor fica sujeito a multa e perda de pontos conforme o CTB.
Embora muita gente confunda, os faróis de milha e de neblina não são a mesma coisa do ponto de vista legal. As milhas ficam normalmente alinhadas aos faróis principais e, em muitos casos, já embutidas neles. Têm a função de iluminar uma distância maior e trabalham em conjunto com os faróis altos. Devem ser usadas em vias sem iluminação e desligadas sempre que o veículo cruzar com outros condutores.
O farol auxiliar de neblina fica na parte baixa dos para-choques e tem feixe normalmente mais fraco. Pode ser usado em qualquer momento desde que a luz não tenha intensidade alta, sendo muito útil em trechos com baixa visibilidade. Muitos modelos também contam com lanternas de neblina que podem ser acionadas em caso de tráfego por vias com neblina.
O pisca-alerta deve ser usado em situações de advertência ou emergência: acidente, atropelamento, queda brusca de velocidade no trânsito ou problemas mecânicos com o veículo imobilizado na via. Ele alerta os outros motoristas de que há uma ocorrência à frente. Não se deve usá-lo com o carro em movimento, em engarrafamentos ou em estacionamento irregular.
Leia também: Mitos e verdades sobre lâmpadas automotivas
Para garantir visibilidade adequada, os faróis precisam estar sempre alinhados. O alinhamento assegura a percepção da via de tráfego, incluindo os demais veículos, pedestres, animais e outros obstáculos. Faróis desalinhados comprometem tanto a visibilidade do motorista quanto dos demais condutores na via.
Sempre que ocorrer a substituição das fontes luminosas, sejam lâmpadas de filamento, de descarga a gás ou LEDs, recomenda-se fazer o realinhamento dos fachos com um técnico especializado.
Antes de cada saída, vale conferir o funcionamento das luzes essenciais: farol alto e baixo, lanterna de direção e luzes de freio. A substituição de uma lâmpada é simples, custa pouco e garante a segurança na condução.
Uma dica prática: assim como pneus e fusíveis, vale manter um kit reserva de lâmpadas no carro. Ocupa pouco espaço, é acessível na maioria dos modelos e pode ser muito útil em emergências. Trafegar com luzes queimadas é infração média pelo Art. 230, inciso XXII do CTB, com multa de R$130,16 e 4 pontos na CNH.
Na Autoglass, você encontra o maior estoque de peças automotivas da América Latina, incluindo faróis, lanternas, piscas, lâmpadas e toda linha de iluminação automotiva. Além disso, contamos com um amplo catálogo de autopeças para diferentes modelos de veículos e com qualidade garantida.