

Os vidros em um automóvel têm funções importantes: isolar os componentes internos contra a poeira, chuva e vento, proteger contra furtos e permitir a visibilidade externa. Tudo com um único objetivo: a segurança dos ocupantes.
O vigia e as laterais, ao serem atingidos, se partem em minúsculos pedacinhos. Já o para-brisa, ao ser atingido por algum objeto, não estilhaça, apenas trinca. A razão está no material de fabricação de cada um.
Já os vidros vigia e laterais são temperados e feitos para estilhaçar. Isso também tem o mesmo objetivo: a segurança. Mas aqui é o contrário do para-brisa. Em caso de acidentes em que os ocupantes fiquem presos dentro do carro e a porta trave, eles precisam conseguir romper o vidro e sair do veículo.
Se o vigia e os vidros laterais (vidros de porta e janela) fossem laminados, ao receber um chute eles trincariam mas não romperiam, impossibilitando a saída em caso de emergência.
Para garantir que nenhum proprietário ou montadora troque a ordem desses vidros, existe uma legislação que determina como devem ser fabricados e onde devem ser colocados.
O para-brisa não estilhaça pois é feito de um material mais resistente e em 3 camadas: duas camadas de vidro e, no meio delas, o butiral, que é uma resina usada geralmente para aplicações que requerem adesão forte, claridade óptica e flexibilidade.
A aplicação dessa resina transforma o para-brisa em um vidro laminado, incapaz de se romper em minúsculos pedaços como os demais. A Resolução CONTRAN nº 960/2022 exige o uso de vidro laminado no para-brisa de todos os veículos que circulam no Brasil. O objetivo é proteger o motorista, principalmente em caso de colisões ou acidentes com alto impacto. O vidro laminado não atinge o condutor, evitando que aconteçam ferimentos graves por conta dos estilhaços.
Apesar do vidro temperado ser bem resistente, ele pode se romper por diversos fatores: colisões, objetos caindo ou lançados contra o vidro, alterações bruscas de temperatura e tentativas de roubo.
Leia também: Como cuidar dos vidros e películas do carro?
Alguns cuidados simples ajudam a prevenir danos no vigia:
Evite estacionar embaixo de árvores frutíferas
A queda de frutos e galhos sobre o vigia é uma das causas mais comuns de quebra acidental.
Nunca aponte o ar-condicionado direto para os vidros
Principalmente quando o carro passou por longos períodos exposto ao sol. O choque térmico entre o vidro aquecido e o ar frio pode danificar o material.
Faça a limpeza com produtos corretos
Use produtos específicos como o limpa vidros automotivo. Jamais utilize produtos abrasivos como solventes, amoníaco ou cloro.
Se o vigia do seu carro quebrou, é necessário fazer a substituição. Antes de comprar e realizar a troca, preste atenção na origem do produto que será aplicado, se os vidros são de qualidade e se foram produzidos com as mesmas normas do produto de fábrica.
Andar com qualquer vidro do carro quebrado é contra a lei. A Resolução CONTRAN nº 960/2022 também estabelece os limites de transmissão luminosa para cada vidro do carro. Para o vigia, o limite mínimo é diferente do para-brisa:
Para-brisa
mín. 70%
de transmissão luminosa
Vigia (vidro traseiro)
mín. 28%
de transmissão luminosa
O condutor que circular com vidro quebrado pode receber sanções com base no Art. 248 do Código de Trânsito Brasileiro:
1
Multa de R$195,23;
2
Apreensão do veículo;
3
Perda de 5 pontos na CNH.
Ter atenção à conservação do vigia é tão importante quanto cuidar do para-brisa. Eles contribuem juntos para a segurança e visibilidade do motorista, e qualquer dano em qualquer um deles precisa de atenção imediata.
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