

O para-lama de plástico e o para-lama de metal apresentam comportamentos diferentes diante de impactos, exposição ao tempo e necessidade de reparo. A escolha, porém, não deve ser feita apenas com base no material considerado mais resistente ou econômico.
Cada veículo é projetado para utilizar uma peça com formato, material, encaixes e pontos de fixação específicos. Por isso, a substituição deve respeitar a aplicação indicada para a marca, o modelo, o ano e a versão do automóvel.
O para-lama é uma peça da carroceria instalada ao redor das rodas. Sua função é reduzir a projeção de água, lama, pedras e outros resíduos lançados pelos pneus, além de proteger componentes próximos à caixa de roda.
A peça também participa do acabamento externo do veículo e acompanha o desenho do para-choque, das portas, dos faróis e de outras partes da carroceria.
Em alguns veículos, o para-lama é fabricado em metal. Em outros, pode ser produzido com plástico ou materiais compostos. Essa definição faz parte do projeto do automóvel.
A principal diferença está no material e na forma como a peça reage aos danos. O para-lama de plástico costuma ser mais leve e flexível, enquanto o de metal apresenta maior rigidez e pode sofrer amassados ou corrosão.
O plástico pode deformar ou retornar parcialmente à posição original em impactos leves, mas também pode rachar ou quebrar. O metal, por sua vez, tende a amassar e pode permitir reparos de funilaria, dependendo da extensão do dano.
Nenhum dos materiais é superior em todas as situações. O comportamento da peça também depende da composição, da espessura, do formato e do projeto do veículo.
Leia também: Para-lama e para-barro são iguais?
O para-lama de plástico pode ser fabricado com diferentes polímeros e materiais compostos. Ele é encontrado em alguns modelos de automóveis e aplicações específicas da carroceria.
Entre suas principais características estão:
A ausência de corrosão é uma vantagem do plástico, mas isso não significa que a peça seja imune ao desgaste. Exposição prolongada ao sol, impactos, produtos inadequados e problemas na pintura podem afetar sua aparência e durabilidade.
O reparo depende do tipo de plástico, da posição da avaria e do estado dos pontos de fixação. Em alguns casos, uma trinca pode ser recuperada. Em outros, a substituição é mais adequada.
O para-lama metálico é normalmente produzido em aço. Alguns veículos podem utilizar alumínio ou outras ligas, conforme o projeto da montadora.
Suas principais características incluem:
Quando a camada de tinta e o tratamento protetor são danificados, o aço pode ficar exposto à umidade e começar a apresentar corrosão. Por isso, riscos profundos, descascamentos e pontos de ferrugem devem ser avaliados.
O alumínio não enferruja da mesma forma que o aço, mas também pode sofrer oxidação e exige técnicas próprias de reparo.
As diferenças entre os dois materiais aparecem principalmente no peso, na flexibilidade, no tipo de dano mais comum e nas possibilidades de reparo. A tabela abaixo resume os principais pontos de comparação.
| Característica | Para-lama de plástico | Para-lama de metal |
|---|---|---|
| Peso | Geralmente mais leve | Geralmente mais pesado |
| Flexibilidade | Maior | Menor |
| Corrosão | Não enferruja | Pode sofrer corrosão |
| Danos comuns | Trincas, rachaduras e quebras | Amassados, riscos e corrosão |
| Reparo | Depende do plástico e do dano | Pode permitir funilaria |
| Pintura | Exige preparação para plástico | Exige preparação e proteção |
| Substituição | Pode ser necessária em quebras | Depende do nível de deformação |
Não existe uma resposta única. A resistência depende do tipo de impacto, da composição do material, da espessura e do desenho do para-lama.
O plástico pode suportar pequenas deformações sem apresentar amassados permanentes, mas pode quebrar diante de impactos mais concentrados. O metal pode resistir a determinados esforços, mas tende a amassar e pode ter a proteção anticorrosiva comprometida.
Por isso, não é correto afirmar que um material sempre oferece maior resistência do que o outro.
A decisão depende da extensão e do tipo de dano. Antes de escolher entre reparo e substituição, devem ser avaliados:
Um amassado leve em uma peça metálica pode permitir reparo de funilaria. Já uma deformação extensa pode tornar a troca mais adequada.
No para-lama de plástico, pequenas avarias podem ser recuperadas com técnicas específicas. Quando há quebra severa, perda de material ou danos nos encaixes, a substituição pode ser necessária.
A avaliação deve ser feita por um profissional especializado.
Antes de comprar um para-lama automotivo, confira:
Um mesmo modelo pode utilizar peças diferentes conforme o ano, a versão ou alterações feitas pela montadora. Por isso, não substitua um para-lama metálico por um de plástico, ou o contrário, sem confirmar que a aplicação é compatível.
Na Autoglass, você encontra opções de para-lama para diferentes marcas, modelos, anos e versões. Consulte a aplicação indicada na página do produto, confirme o lado de instalação e compare as informações com os dados do veículo.
Escolher a peça correta ajuda a evitar adaptações, problemas de alinhamento e dificuldades durante a instalação.