

Conhecido como o “coração do automóvel”, o motor de carro é uma das partes mais importantes de um veículo.
Já que ele é um dos itens essenciais, é fundamental conhecer seu funcionamento, os possíveis defeitos e como fazer a manutenção. Não é mesmo?
Muitos motoristas acham que não é necessário aprender sobre a peça, afinal, se surgir algum problema, é só levar o carro a um mecânico de confiança. Mas essa não é bem a melhor forma de pensar.
Caso o possante te deixe na mão em um local que você não consiga pedir socorro de imediato, o ideal é que você saiba ao menos dar um jeito até conseguir levar a uma oficina.
Que tal aprender um pouco sobre como funciona um motor para não correr o risco de ficar com o carro parado na estrada?
A seguir, você vai entender como o motor funciona, os principais tipos por combustível, cilindros e potência, seus componentes, os sinais de que algo está errado e as recomendações para ele durar mais.
O motor transforma o combustível, gasolina ou álcool, em energia através de reações químicas. Essa energia é o que move as rodas e faz o carro andar.
O motor pode funcionar de 4 formas principais: a gasolina, a diesel, elétrico ou híbrido. Veja como cada um gera energia para o carro andar.
É o tipo mais comum. Funciona em 4 tempos: entrada da mistura de combustível e ar, compressão, explosão e escape dos gases.
O primeiro estágio acontece no pistão do motor, que é responsável pela mistura de vapor de combustível com o ar atmosférico;
O segundo estágio também acontece no pistão, ele sobe e comprime essa mistura;
O terceiro estágio é quando o pistão atinge seu ponto máximo e a vela de ignição emite faísca elétrica e provoca a explosão;
No último estágio, os gases formados na combustão são liberados pelo escape.
No motor a diesel, não existe vela de ignição porque o combustível não precisa de faísca para queimar. O ar é comprimido dentro do cilindro até esquentar bastante, e o diesel, injetado nesse momento, entra em combustão sozinho, só pela pressão e pelo calor.
Carros que usam esse combustível também estão entre os mais poluentes para o meio ambiente.
O motor elétrico possui apenas dois elementos principais: rotor e estator. Tudo funciona à base de eletricidade e magnetismo, e é o campo magnético que gira o rotor e faz o carro se mover.
Para o motorista, é quase como recarregar a bateria do celular, só que com o carro. No Brasil, esse tipo de motor ainda não é muito utilizado, mas é o mais indicado para o meio ambiente, pois libera zero emissões de poluentes durante o movimento do carro.
O motor híbrido funciona com dois motores, elétrico e a combustão. O que muda é o momento e a forma como cada um deles vai trabalhar.
Os motores são compostos por um ou mais cilindros, agrupados de várias formas. Veja as principais.
Os cilindros ficam dispostos em uma linha reta, com os pistões na posição vertical. Esse formato ocupa menos espaço e é o mais comum em carros pequenos.
Nesse tipo, os cilindros ficam posicionados em ângulo, formando um V quando o motor é visto de frente. A quantidade varia de V6 a V12.
Aqui, dois motores em V são combinados em um só bloco. Isso aumenta a potência e o desempenho, mas também deixa o carro mais caro.
Os cilindros ficam deitados na horizontal, ao contrário dos motores em V. Esse formato é mais comum em carros esportivos.
Quando se trata de motor, tamanho é documento: quanto maior a cilindrada, maior o desempenho, e isso também afeta o preço do carro.
Potência e consumo crescentes
É o motor mais comum nos carros populares, com preço mais acessível. Consome pouco combustível, mas tem potência reduzida.
Também é usado em carros populares, mas rende um pouco mais que o 1.0: dá pra rodar com o ar-condicionado ligado sem perder desempenho, algo que pesa mais no 1.0.
Aqui o consumo já é mais alto, mas a cilindrada maior entrega mais potência e velocidade, com um custo a mais no bolso.
Presente em carros mais esportivos, é ideal para viagens longas sem perder força na estrada. Em troca, consome bastante combustível.
É o motor mais potente da lista, com o maior consumo de combustível. Atinge altas velocidades e facilita ultrapassagens.
O motor de carro é composto por diversas peças para que ele funcione de forma organizada. Conheça cada uma delas e quais são suas funções.
Alternador
Gera eletricidade enquanto o motor funciona, recarregando a bateria e alimentando o sistema elétrico do carro.
Cabeçote
Conduz e regula a circulação de ar e combustível, junto às velas, dentro do motor.
Vela de ignição
Funciona assim que o motorista gira a chave de partida, produzindo uma pequena faísca para auxiliar na combustão entre o ar e o combustível.
Válvulas
Vedam as paredes das câmaras que conduzem os gases da combustão.
Anéis do pistão
Vedam o espaço entre o pistão e o cilindro, impedindo que os gases da combustão escapem para o cárter.
Cárter
Recipiente onde o óleo do carro fica armazenado, usado pela bomba de óleo para lubrificar as peças internas do motor.
Cilindros
Existem para auxiliar o movimento do pistão.
Pistão
Desloca-se para baixo e para cima, pressionando o ar quente para que o automóvel ande.
Biela
É a haste que liga o pistão ao virabrequim, transmitindo o movimento retilíneo dos pistões para o virabrequim.
Virabrequim
Faz com que os pistões se movimentem do PMI para o PMS, transformando o movimento retilíneo alternado em rotação para o eixo e movimentando as rodas.
Motor de partida
Pequeno motor elétrico que usa a energia da bateria para dar a partida no motor principal, até que a queima de combustível comece a sustentar o funcionamento.
Protetor de cárter
Uma chapa metálica posicionada embaixo do cárter para que ele não sofra impactos.
Radiador
Faz parte do sistema de arrefecimento, ajudando a esfriar o motor.
Esse também é um item muito importante: entender os sinais que o motor está dando, afinal ele pode estar apresentando algum problema.
Barulhos estranhos vindos do motor, principalmente do escape, podem ser sinal de que ele está prestes a fundir. Leve o carro a uma oficina assim que perceber.
Se o motor começou a falhar, afogar ou sacudir durante o trajeto, é sinal de que ele está com defeito. Um motor em perfeito estado funciona de maneira sólida e contínua.
Fique atento às marcas de óleo no chão, embaixo do carro, pois elas indicam vazamento. Andar com o nível de óleo baixo causa atrito entre as peças do sistema e superaquece o motor.
Se a luz vermelha do painel acender, não a ignore. Ela pode indicar:
Defeito no catalisador
Falha no fechamento da tampa de combustível e das válvulas
Falha no sensor de ar/oxigênio
Velas de ignição defeituosas ou danificadas
É possível preservar as peças do motor de um carro de forma simples, com algumas práticas no dia a dia.
Forçar aceleração com o motor frio, ou rodar muito tempo nessa condição, desgasta mais os componentes. Hoje, o recomendado é esperar de 30 a 60 segundos antes de sair, e dirigir com suavidade nos primeiros minutos, sem acelerar bruscamente.
Muitos motoristas têm o costume de retirar a peça do veículo. Porém, se ela vem de fábrica é porque possui uma finalidade: ela é responsável por controlar o líquido que circula pelo motor para deixá-lo na temperatura certa. A válvula impede que o fluido circule quando o motor precisa aquecer, e faz o líquido circular quando deve resfriar.
Mantenha as condições do óleo sempre adequadas, verifique se o nível está de acordo com o indicado no manual, pois a quantidade certa é fundamental para que as peças sejam lubrificadas com eficiência.
Além disso, não se esqueça de trocar o óleo do carro dentro do período estipulado pelo fabricante e usar o tipo de produto recomendado.
Manutenção e revisão são essenciais para o carro funcionar bem como um todo. Segundo especialistas, um motor bem cuidado pode rodar até 400 mil quilômetros.
Escolha postos de confiança para abastecer seu carro, pois combustíveis adulterados danificam o motor: eles geram carbonização excessiva, desgaste das peças e outros problemas ligados à composição adulterada.
Os filtros de ar, combustível e óleo devem ser trocados periodicamente, pois são responsáveis por reter impurezas que podem danificar o desempenho dos cilindros, do tanque de combustível e do fluido.
Se esses detritos chegarem ao motor, podem afetar sua performance e estragar outras peças.
Ela é fundamental para o bom funcionamento do motor, mantendo o ritmo adequado de todas as peças que o compõem. Se ela se quebrar enquanto você estiver dirigindo, colocará o motor em risco.
Se o carro estiver quente, não abra a tampa do reservatório de água. Isso afeta o motor, pois podem ser criadas bolhas no sistema, provocando falhas na circulação da água e impedindo o resfriamento adequado das peças.
A maioria dos carros no Brasil, incluindo hatches, sedãs, SUVs e picapes, usa motor em linha. O motor em V aparece só em versões mais potentes e premium, como picapes robustas e SUVs de luxo.
Sobre a cilindrada, depende do seu uso: se pega estrada de vez em quando, o 1.4 ou 1.6 é melhor. Se só roda na cidade, o 1.0 economiza mais.
O 1.8 ou 2.0 ficam para casos específicos, como veículos pesados ou quem dirige muito.
O ideal é procurar um especialista. Mas se quiser fazer em casa, deixe o motor esfriar e use um pano umedecido em água para o serviço.
Nunca lave o motor com água sob pressão. Se molhar componentes elétricos, como o módulo de ignição e outras partes sensíveis, pode causar sérios problemas.
Também não passe óleo ou solventes no motor: eles ressecam mangueiras e plásticos com o tempo.
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