


Com o preço da gasolina pressionando o orçamento de quem depende do carro no dia a dia, qualquer economia conta. A boa notícia é que boa parte do consumo de combustível está diretamente ligada a hábitos de direção e manutenção, não ao modelo do carro.
Conheça a seguir as principais práticas que fazem diferença real no tanque.
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Conheça a seguir as principais práticas que fazem diferença real no tanque.
Poucos motoristas prestam atenção nisso, mas o manual do carro traz a velocidade ideal para trocar cada marcha. A razão é simples: usar marchas baixas em alta rotação, ou marchas altas em baixa velocidade, aumenta o consumo. A faixa ideal varia conforme o modelo do veículo. O melhor ponto de referência é sempre o manual do fabricante.
A troca de marchas deve ser suave e progressiva, respeitando o torque do veículo. Um exemplo clássico de onde esse hábito vai por água abaixo é o quebra-molas: muitos motoristas aceleram e freiam bruscamente em vez de reduzir a velocidade antes.
Acelerar e frear o tempo todo é o maior vilão do consumo no trânsito urbano. Cada vez que o motorista pisa fundo no acelerador, o motor exige mais combustível. O ideal é antecipar o que está à frente: se o semáforo vai fechar, desacelere suavemente em vez de manter a velocidade até o último momento.
Em engarrafamentos que não andam com frequência, desligue o motor. Manter o motor ligado parado por longos períodos consome combustível sem levar o carro a lugar nenhum.
Nas descidas, o correto é manter o carro engatado e tirar o pé do acelerador, que é o chamado freio motor. Quando o pedal do acelerador é liberado com a marcha engrenada, o sistema de injeção eletrônica corta automaticamente o fornecimento de combustível ao motor. O carro desce, mas não consome gasolina.
Já em ponto morto, o motor precisa de combustível para manter a marcha lenta, então o consumo continua. Além de gastar mais, o ponto morto retira do motorista o controle que o freio motor oferece, sobrecarregando os freios e reduzindo a segurança.
Ficar acelerando o motor ao ligar o carro pela manhã é um hábito desnecessário nos veículos modernos com injeção eletrônica. O motor esquenta bem mais rápido rodando do que parado. Basta ligar o carro e sair em movimento suave, sem acelerações bruscas nos primeiros quilômetros.
Quanto maior o peso, mais o motor trabalha para colocar o carro em movimento. Quem usa o porta-malas como depósito permanente de itens pesados acaba pagando por isso no posto. Leve apenas o essencial.
O mesmo vale para acessórios que alteram a aerodinâmica original do carro, como spoilers grandes, estepes externos ou caixas de teto fora de uso. Quanto maior a resistência ao ar, maior o consumo, especialmente em estradas.
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O ar-condicionado é, depois do próprio motor, o sistema que mais consome combustível no carro. Na cidade, onde as velocidades são mais baixas, manter as janelas abertas tende a ser mais econômico do que o ar ligado.
Na estrada, o cenário se inverte. Em velocidades mais altas, as janelas abertas criam resistência aerodinâmica, forçando o motor a trabalhar mais para vencer o arrasto do ar. Nessa situação, usar o ar-condicionado com as janelas fechadas tende a ser mais eficiente.
Nunca use as duas coisas ao mesmo tempo: ar-condicionado ligado com janelas abertas é o pior dos dois mundos para o consumo. Outra dica: se estiver próximo do destino, desligue o ar com antecedência para aproveitar o frescor que já está dentro do carro.
Para reduzir a necessidade do ar, prefira estacionar na sombra e considere a instalação de películas nos vidros, que ajudam a manter o interior mais fresco.
Um carro mal conservado consome mais. Manter a manutenção em dia é uma das formas mais diretas de economizar gasolina a longo prazo.
Pneus murchos aumentam a resistência ao rolamento e forçam o motor a trabalhar mais para manter a velocidade. O resultado é consumo maior e desgaste mais rápido dos pneus. Calibre sempre frio, quinzenalmente, e siga rigorosamente a pressão indicada pelo fabricante, que está na tampa do tanque ou na soleira da porta do motorista.
Pneus desalinhados oferecem mais resistência e desgastam de forma irregular, o que aumenta o consumo. O balanceamento evita vibrações que também contribuem para o desgaste. Qualquer irregularidade que o motorista notar, como o volante puxando para um lado ou vibração no freio, é sinal de que vale checar os dois.
O filtro de ar sujo restringe a entrada de ar no motor, afetando a mistura ar-combustível e aumentando o consumo. As velas, responsáveis pela ignição, quando gastas tornam a queima do combustível irregular, comprometendo tanto o desempenho quanto a economia. Siga o prazo de troca indicado no manual do fabricante.
Não existe uma velocidade ou rotação universalmente ideal. Cada motor tem sua própria faixa de torque mais eficiente, que varia conforme o modelo e o fabricante. A melhor referência é sempre o manual do veículo, que indica os pontos certos de troca de marcha para aquele motor específico.
Na prática, o princípio geral é: manter a marcha mais alta possível sem que o motor perca força ou “afogue”. Velocidades muito altas aumentam a resistência aerodinâmica e o consumo; velocidades muito baixas em marchas altas forçam o motor além do necessário. Manter uma velocidade constante, sem oscilações frequentes, costuma ser mais eficiente do que qualquer faixa numérica específica.
Depende do modelo e do ano. Carros automáticos mais antigos (com 3 ou 4 marchas) costumavam consumir mais do que suas versões manuais. Nos modelos modernos, com transmissões de 6, 7 ou 8 marchas que trocam em frações de segundo, essa diferença diminuiu bastante. E em alguns casos o automático chegou a ser mais econômico que o manual.
Para economizar com câmbio automático, os princípios são os mesmos: evite acelerações bruscas, mantenha velocidade constante e fique atento ao nível e qualidade do óleo da caixa automática, que precisa de troca periódica.
Além dos hábitos de direção e manutenção, outros fatores influenciam o consumo: o tipo de combustível, a qualidade da gasolina, o relevo do trajeto, o peso dos passageiros e o próprio estado de conservação do motor. Usar gasolina aditivada e de boa procedência evita depósitos no sistema de injeção, preservando a eficiência da queima.
Manter o tanque pelo menos pela metade também ajuda: quando há muito espaço vazio no tanque, a evaporação do combustível é maior.