

Usar o cinto de segurança da forma correta reduz o risco de morte em até 60% no banco da frente e 44% no banco de trás, segundo a Abramet, pois evita que o passageiro seja arremessado para fora do veículo em uma colisão.
Andar sem cinto de segurança põe sua vida em risco e gera multa. O uso do item é obrigatório e salva muitas vidas. Ao entrar no carro, colocá-lo deve ser a primeira coisa que você faz.
A seguir, veja por que o cinto de segurança é obrigatório por lei, o passo a passo completo de ajuste, os cuidados especiais para grávidas e crianças, e os erros mais comuns que reduzem a proteção do dispositivo.
O cinto de segurança tem o objetivo de salvar a vida do motorista e dos demais passageiros do veículo. Os dados do trânsito brasileiro confirmam isso.
A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostra que o cinto reduz o risco de morte e ferimentos graves em até 60% no banco da frente e em até 44% no banco traseiro. Só em 2024, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 216.267 autuações por não uso do cinto de segurança nas rodovias federais do país. O item evita que o passageiro seja arremessado para fora do carro em uma colisão. Isso reduz a chance de morte.
60%
Banco da frente
redução no risco de morte
44%
Banco de trás
redução no risco de morte
216.267
Autuações em 2024
por não uso do cinto (PRF)
Sim, o uso do cinto de segurança é obrigatório em todo o Brasil desde 1997. O Código de Trânsito Brasileiro – Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997 – determina no seu art. 65: “É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional”.
Antigamente o uso do item não era obrigatório e sim opcional. Mas, a partir do ano de 1997 essa realidade mudou com a publicação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
1968
Instalação obrigatória nos veículos
1997
Uso obrigatório em todo o país
Não utilizar o cinto é considerada infração de natureza grave e rende multa de R$195,23 e perda de cinco pontos na habilitação (CNH), conforme o art. 167 da mesma lei.
| Item | Valor / Base legal |
| Multa | R$ 195,23 |
| Pontos na CNH | 5 pontos |
| Base legal | Art. 65 e 167 do CTB |
O item também é obrigatório para os passageiros do banco de trás. Não deixe de pedir aos seus caronas para colocá-lo.
Sim, o cinto possui uma posição correta para o ajuste, e isso varia de ocupante para ocupante.
Primeiro passo é certificar-se que o banco do veículo esteja na posição certa, para que o cinto fique acima do ombro da pessoa. O item não pode ficar perto da face ou pescoço.
Sente-se com os quadris e as costas firmemente contra o encosto do banco, para que seu corpo não deslize. Posicionar o apoio da cabeça também é essencial. O correto é que ele fique no centro da cabeça, na altura das têmporas.
Para prender o cinto corretamente, segure e puxe a língua dele. Não deixe a correia torcida e insira o cinto na fivela até ouvir o clique. Para verificar se não existem folgas, puxe as cintas da fivela para o ombro.
Quem senta no banco de trás e usa o cinto abdominal precisa mantê-lo na região pélvica, jamais acima do abdome. Ele deve ficar bem ajustado, sem folgas, plano e sem torções.
Grávidas devem usar o cinto de ombro centrado na clavícula. A parte abdominal deve ficar posicionada abaixo da barriga, nunca sobre ela. O airbag não deve ser desativado. A combinação do cinto com o airbag oferece mais proteção à mãe e ao bebê do que o cinto sozinho.
Crianças menores de 10 anos e com altura inferior a 1,45 m devem ir no banco traseiro. Elas precisam de dispositivo de retenção adequado à idade e ao peso. As que já dispensam a cadeirinha usam o cinto de segurança do veículo, que deve passar pelo ombro e a base do pescoço, na borda do ombro.
✗Passar a tira sobre o pescoço – o correto é que a faixa transversal do dispositivo passe sobre o ombro e atravesse o tórax;
✗Usar presilhas e grampos para folgar – a fivela não pode ser substituída por outros objetos, isso compromete a eficácia do item e deixa a pessoa desprotegida em uma colisão;
✗Passar a faixa do tórax pelas costas – deixar só a faixa abdominal presa compromete a eficácia do dispositivo;
✗Deixar a faixa subabdominal na barriga – o correto é que ela fique na região dos quadris, para que a pessoa não escorregue por baixo do cinto em uma colisão frontal;
✗Manter a correia torcida – isso atrapalha o funcionamento do cinto;
✗Guardar objetos pontiagudos nos bolsos – em uma batida forte, esses itens podem causar ferimentos.
Usar o cinto corretamente é o primeiro passo para proteger você e sua família no trânsito. Para manter seu carro completo e seguro, confira nossos retrovisores e peças de iluminação no Autoglass Online.