

Com certeza você já ouviu falar que o airbag pode salvar vidas em uma colisão, não é mesmo?
Garantir a segurança dos ocupantes do carro é responsabilidade de todo motorista. Além do tradicional cinto de segurança, o sistema conta com um dispositivo indispensável: o airbag.
Mesmo sendo item obrigatório há mais de uma década, ele ainda gera dúvidas comuns entre os motoristas. Neste artigo, você vai entender como o dispositivo funciona, conhecer os principais tipos e descobrir se ele tem prazo de validade.
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O airbag é um dispositivo de segurança automotiva projetado para proteger o motorista e os passageiros em colisões e acidentes.
Ele consiste em um saco inflável contendo nitrogênio que, quando acionado, infla rapidamente e forma uma almofada amortecedora, capaz de proteger os ocupantes do veículo em caso de impacto.
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Sensor de impacto;
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Módulo de controle do airbag;
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Inflador;
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Tecido do airbag;
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Cobertura.
O tecido e a cobertura são feitos de um material macio que protege as demais peças. Já o sensor é responsável por detectar a desaceleração brusca do veículo e enviar um sinal ao módulo de controle.
O módulo, por sua vez, recebe esse sinal e decide se é necessário inflar o dispositivo. Em caso positivo, o inflador é ativado em frações de segundo.
Existem diversos tipos de airbag presentes nos automóveis. Confira quais são eles a seguir.
Duplo frontal
Considerados os mais comuns, estão presentes em todos os veículos novos e são instalados no painel de instrumentos, ao lado do motorista e do passageiro dianteiro.
O propósito desse modelo é impedir que os ocupantes dos bancos da frente entrem em contato com o volante, o painel ou o para-brisa, protegendo principalmente o peito dos ocupantes.
Laterais (bancos e portas)
Protegem os ocupantes em colisões laterais. Geralmente ficam nos encostos dos bancos dianteiros ou nos painéis das portas, e se inflam rapidamente durante o acidente, criando uma bolsa de ar entre o passageiro e a porta.
Essa bolsa ajuda a absorver a energia do impacto, reduzindo o risco de lesões na cabeça, no tórax e na pelve. São, portanto, um componente importante na prevenção de lesões graves em colisões laterais.
Bolsas de cortina para cabeça e pescoço
Comuns em veículos modernos, são acionadas pelo teto e se estendem para baixo, ao longo da janela lateral, formando uma barreira entre a cabeça do passageiro e o objeto de impacto.
Em caso de colisão lateral, permanecem inflados por alguns segundos, protegendo a cabeça e o pescoço contra lesões causadas pelo contato com a janela ou a estrutura do veículo.
Proteção de joelho
Instalados no painel, abaixo do volante, são projetados para proteger as pernas e os joelhos em caso de colisão frontal.
São especialmente úteis em impactos de baixa velocidade ou contra obstáculos rígidos, como postes, situações em que as pernas do motorista ou do passageiro podem ser jogadas para frente e colidir com partes duras do veículo.
Sistemas traseiros
Instalados na parte de trás do carro, reduzem o risco de lesões graves na cabeça, no pescoço e no torso dos passageiros do banco traseiro.
São encontrados com mais frequência em modelos recentes e de luxo, geralmente nos encostos de cabeça ou no teto, acima do banco de trás.
Airbag de capô para pedestres
Essa tecnologia ainda não está presente em todos os carros. É projetada para proteger pedestres em caso de atropelamento ou colisão frontal.
Ao colidir, infla rapidamente para cobrir o vidro do para-brisa e o capô, formando uma almofada protetora para quem foi atingido.
Módulo central
É o responsável por detectar o impacto e acionar os demais airbags do veículo em caso de colisão.
Integrado ao cinto de segurança
Modelo mais recente no mercado, infla na região do próprio cinto, reforçando a proteção do tórax, da cabeça e do pescoço durante o impacto.
Dispositivo de teto
Instalado no teto do veículo, infla a partir do topo em caso de colisão, fornecendo proteção adicional aos ocupantes.
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Não existe um prazo de validade definido por lei no Brasil para a troca do airbag. A orientação muda de acordo com a montadora: algumas afirmam que o dispositivo dura toda a vida útil do veículo, enquanto outras recomendam a substituição após um período determinado, geralmente entre 10 e 15 anos.
Como não há regulamentação federal brasileira sobre o tema, o ideal é sempre consultar o manual do proprietário do seu modelo específico para saber a orientação correta.
Independentemente do prazo, há uma regra que vale para todos os casos: se o airbag for acionado após uma colisão, ele precisa ser substituído imediatamente, já que é um dispositivo de uso único.
A velocidade varia conforme o modelo do veículo e o fabricante. Em geral, o acionamento ocorre em colisões a partir de 20 a 30 km/h.
Porém, a velocidade não é o único fator que entra nessa conta. O ângulo do impacto, a massa e a velocidade do objeto que colide com o veículo também influenciam o acionamento.
Sistemas de segurança também podem falhar, mas existem cuidados simples que ajudam a manter o dispositivo eficaz.
O primeiro deles é usar sempre o cinto de segurança. Em carros mais modernos, o airbag tende a ser desativado caso o ocupante esteja sem o cinto, já que sem ele o corpo pode ser arremessado e sofrer lesões graves durante a colisão.
Vale verificar também se os airbags do veículo estão ligados, já que em alguns modelos é possível desativar o dispositivo manualmente.
Além disso, é importante respeitar os prazos de manutenção recomendados pelo fabricante para garantir a eficiência do sistema.
Se todas essas precauções forem tomadas e, ainda assim, o dispositivo falhar durante uma colisão, pode se tratar de um defeito de fabricação. Nesse caso, o motorista pode ter direito a indenização por parte da fabricante, caso a falha seja comprovada.
A verificação completa do sistema deve ser feita por um profissional qualificado, mas alguns sinais já indicam que algo pode estar errado:
Luz de alerta no painel
Ao ligar o carro, a luz do airbag deve acender por alguns segundos e depois apagar. Se ficar acesa ou acender durante a condução, é provável que haja um problema no sistema.
Mensagens de erro no computador de bordo
Se o painel exibir mensagens de erro relacionadas ao airbag, isso também pode indicar uma falha no sistema.
Dificuldade para ligar o motor
Se o carro apresentar dificuldade para ligar, pode ser sinal de que o sistema do airbag está desativado ou desligado.
Agora você já sabe como o airbag funciona, conhece os principais tipos disponíveis e entende que não existe um prazo de validade fixo, mas sim recomendações que variam por fabricante.
Ficar atento aos sinais de alerta e seguir as orientações do manual do seu veículo é a melhor forma de garantir que esse sistema de segurança esteja sempre pronto para funcionar quando for preciso.
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