


Muitos motoristas não sabem o significado da palavra hodômetro, mas todos eles já olharam para um.
Consultar o histórico de quilometragem do carro antes de comprar é importante. Afinal, nos automóveis usados, a baixa quilometragem é um excelente argumento de venda.
Porém, muitos veículos são vendidos com o hodômetro fraudado, e isso é crime.
Neste artigo você vai entender os tipos de hodômetro, a diferença entre hodômetro e velocímetro, se é possível fraudar o equipamento e como identificar se ele foi adulterado.
Existem diferentes tipos de hodômetro, entre eles estão:
Mecânico
Engrenagens e cabo
Digital
Sensor magnético
Esse item era muito utilizado em carros antigos. Ele é composto por um conjunto de engrenagens que giram com o auxílio de um cabo flexível que é feito de mola.
Para que a quilometragem apareça no painel, as engrenagens atuam no eixo de saída de transmissão, girando o cabo que fica conectado ao eixo de entrada do hodômetro.
Esse cabo gira o eixo de entrada do hodômetro, que aciona um eixo em formato de rosca sem-fim. Esse eixo, por sua vez, movimenta as engrenagens que fazem os números girarem no painel.
Esse item é o que está presente nos carros mais novos. Nesse hodômetro a quilometragem é medida por um sensor magnético que envia os números para o painel do carro.
A diferença é que o hodômetro mede a quilometragem já rodada pelo veículo, enquanto o velocímetro mede a velocidade do automóvel no momento. Os dois ficam no painel do carro e trabalham juntos, mas não são a mesma coisa.
Hodômetro
Velocímetro
Sim, é possível fazer isso nos equipamentos digitais, mas é crime realizar essa ação. É possível saber se o hodômetro foi fraudado observando se o lacre foi rompido ou se a centralina foi resetada, já que o procedimento costuma deixar vestígios.
Legalmente, a prática se enquadra como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, com pena de reclusão de 1 a 5 anos, além de multa.
Algumas dicas vão te ajudar a conferir se o hodômetro foi adulterado.
Histórico de revisões
Estado dos pneus
Volante e pedais
Escapamento
Confira no manual do proprietário o histórico de revisões periódicas. O intervalo obrigatório para a manutenção é a cada 10 mil km rodados.
Se o manual, por exemplo, tiver 4 revisões realizadas, o painel precisa mostrar pelo menos 40 mil km rodados.
Também vale levar em conta a quilometragem média anual no Brasil, que é de aproximadamente 15 mil km a cada 12 meses, segundo levantamento da KBB Brasil.
Faça as contas e, caso a estimativa esteja muito mais alta do que mostra o hodômetro, desconfie.
Observe o estado da banda de rodagem e a data de fabricação dos pneus, informada na lateral. Isso ajuda a ter ideia de quanto tempo eles estão no mercado.
Se a data do pneu coincidir com o mês e o ano de produção do carro, é sinal de que os pneus nunca foram trocados. Nesse caso, o desgaste precisa ser compatível com o tempo e o tipo de utilização do automóvel.
Já se os pneus tiverem sido substituídos, vale conferir a quilometragem. A vida útil de um pneu com uso normal é de até 60 mil km. Se o hodômetro indicar menos que isso, é possível que ele esteja adulterado.
Com uma simples olhada no volante, nos pedais e na manopla do câmbio é possível verificar o nível de desgaste e perceber se o carro é muito ou pouco rodado.
Cheque se o escapamento e os catalisadores são originais. Eles têm vida longa, acima dos 80 mil km.
Verifique também se existem sinais de troca de partes importantes do carro, como motor, câmbio e caixa de direção.
| Onde olhar | O que indica fraude |
| Manual de revisões | Km do painel menor que o esperado |
| Pneus | Trocados com km baixa demais |
| Escapamento | Peças novas sem motivo aparente |
Assim como o hodômetro, outras peças do carro também contam a história de uso do veículo. Vidros, retrovisores, para-choques ou lataria podem indicar mais do que aparentam. O Autoglass Online tem peças de qualidade para você conferir e resolver antes de fechar negócio.
2 Comments
Sou a Rafaela Barbosa, achei seu artigo excelente! Ele
contém um conteúdo extremamente valioso. Parabéns
pelo trabalho incrível! Nota 10.
Aqui é a Manuela Ferreira, gostei muito do seu artigo tem
muito conteúdo de valor, parabéns nota 10.