


Apesar do tamanho discreto, essa peça transmite energia para as rodas e ajuda o motor a funcionar direito, por isso é tão importante mesmo sem parecer. Quando ela se rompe, o estrago costuma ser tão grande que muitas vezes não compensa consertar.
É uma peça complicada porque, geralmente, não dá sinais de desgaste. Por isso, acaba esquecida pelos motoristas e só é lembrada quando o motor começa a apresentar problemas.
Neste artigo, você vai entender a função da correia dentada, quanto tempo ela dura, os principais sinais de que está na hora de trocar e quanto custa esse reparo. Continue a leitura.
A correia é uma peça em formato de cinta que transmite força e movimenta as engrenagens do carro. Existem diversos tipos, cada um responsável por uma área do sistema:
Correia do alternador
Correia do ar-condicionado
Correia da direção hidráulica
Correia dentada
Cada uma tem sua função, mas todas dependem do bom funcionamento da correia dentada.
A correia dentada, também chamada de correia de distribuição, é uma peça com pequenos dentes de borracha que controla o movimento das válvulas e dos pistões do motor. Ela sincroniza tudo e passa a força do motor às rodas, garantindo que o carro se mova com segurança e conforto.
Ela liga as válvulas ao virabrequim do motor, o eixo responsável por transformar essa força em movimento para as rodas. Assim, as válvulas de admissão e escapamento abrem e fecham no momento certo, protegendo os pistões dentro do cilindro.
Com o tempo, como qualquer peça, ela sofre desgaste e corre o risco de arrebentar. Quando isso acontece, os pistões se chocam e o motor para de funcionar.
A durabilidade da correia dentada varia entre 60.000 e 100.000 km, ou a cada 5 anos, o que vier primeiro, mas o intervalo exato depende do fabricante, do material e das condições de uso. Consulte o manual do seu veículo para confirmar o prazo certo pra ele.
Rodar em lugares sem pavimentação, estradas de terra ou ambientes muito empoeirados exige mais da peça, o que pode acelerar o desgaste.
Se o carro começar a perder um pouco de força, apresentar vibração anormal no motor ou consumir mais combustível que o normal, esses são sinais de que a correia de distribuição está com defeito.
Ao contrário do que muita gente pensa, ela não arrebenta só com o carro em movimento: pode romper até em marcha lenta, e isso é perigoso para a integridade dos passageiros. Fique atento a estes sinais:
A correia dentada trabalha junto com o comando das válvulas, os eixos e as manivelas para manter o motor em movimento. Por isso, se você sentir pancadas ou trancos ao trocar de marcha, pode ser sinal de que a peça está com problema. O tranco afeta diretamente a correia, e dirigir em alta velocidade nessas condições contribui para esticá-la ainda mais.
Sons estranhos também podem indicar problema na correia dentada. O mais comum é um som de algo deslizando, sinal de que o componente não está funcionando direito. Leve o carro a um mecânico para trocar a peça.
É raro, mas a correia dentada também pode causar superaquecimento do motor. Ela aciona a bomba d’água responsável por resfriar o sistema, e se a correia falha, a bomba para de funcionar e a temperatura do motor sobe.
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Se a correia dentada quebra, o motor sofre danos sérios: as válvulas entortam, o pistão pode furar e as peças internas se chocam de forma descontrolada. Veja em detalhe cada um desses problemas:
Válvulas entortadas
Aumenta o consumo de combustível e reduz o nível de óleo.
Pistão furado
A cabeça do pistão superaquece com o impacto e pode perfurar.
Motor sem conserto
As peças internas se chocam de forma descontrolada.
Você evita o rompimento da correia dentada com alguns cuidados simples: não cantar pneu, não forçar a partida no tranco, não reduzir marcha bruscamente e fazer a troca preventiva no prazo certo.
Cantar o pneu danifica peças do carro além do próprio pneu: a prática força a embreagem e reduz a durabilidade da correia dentada.
Empurrar o carro pra ele pegar no tranco é uma prática ruim. O impulso faz o giro do motor aumentar além do recomendável, o que desgasta os componentes internos e pode acarretar o rompimento da correia dentada. Prefira sempre o reboque: é mais seguro e eficiente.
Reduções bruscas de marcha jogam todo o esforço mecânico para a correia, além de prejudicar outros componentes. O ideal é respeitar a faixa de velocidade de cada marcha e fazer mudanças suaves.
A melhor forma de evitar problemas é respeitar o prazo de troca: entre 60.000 e 100.000 km, ou a cada 5 anos, conforme o manual do fabricante.
A substituição não deve ser feita por quem não é qualificado: uma peça mal colocada traz problemas para a mecânica. Vale lembrar que, ao trocar a correia, a bomba d’água também precisa ser trocada, uma tarefa que exige mão de obra especializada.
A correia dentada é só uma parte da manutenção do motor. Vidros, retrovisores, para-choques, iluminação, suspensão e outras peças para manter seu carro em dia você encontra no Autoglass Online.