


A bateria de um carro elétrico pode permanecer em uso por aproximadamente 12 a 15 anos em climas moderados e de 8 a 12 anos em condições climáticas extremas, segundo estimativas apresentadas pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos. A duração real, porém, varia conforme a tecnologia, o clima, a quilometragem, os hábitos de recarga e o sistema de gerenciamento térmico do veículo.
Isso não significa que a bateria deixe de funcionar assim que atinge determinada idade. O mais comum é ocorrer uma perda gradual da capacidade de armazenar energia. Como consequência, o carro continua funcionando, mas passa a oferecer menos autonomia por carga.
Também é importante diferenciar três conceitos:
Autonomia
Distância percorrida com uma carga;
Vida útil
Período durante o qual a bateria continua adequada ao uso;
Garantia
Prazo durante o qual o fabricante oferece determinada cobertura.
Entender essas diferenças ajuda a avaliar melhor a durabilidade, o custo de manutenção e a compra de um carro elétrico novo ou usado.
A bateria de tração armazena a energia elétrica utilizada para movimentar o veículo. Quando o motorista pressiona o acelerador, essa energia é enviada ao motor elétrico, que a transforma em movimento.
Durante a frenagem, muitos modelos também utilizam a chamada frenagem regenerativa. Nesse processo, o motor atua como gerador e recupera parte da energia que seria perdida em forma de calor, devolvendo-a à bateria.
O conjunto é administrado pelo sistema de gerenciamento da bateria, também conhecido como BMS. Ele monitora fatores como:
Os veículos modernos também podem utilizar sistemas de refrigeração ou aquecimento para manter a bateria em uma faixa de temperatura adequada.
A maioria dos carros totalmente elétricos utiliza baterias de íons de lítio, embora existam diferentes composições químicas dentro dessa categoria.
Essas baterias apresentam alta densidade energética, permitem armazenar uma quantidade significativa de energia e podem suportar muitos ciclos de carga e descarga.
Entre as tecnologias mais encontradas estão:
Utilizam níquel, manganês e cobalto em sua composição. Costumam apresentar alta densidade energética, característica importante para veículos que precisam oferecer maior autonomia sem aumentar excessivamente o peso do conjunto.
Utilizam lítio, ferro e fosfato. Em determinados projetos, destacam-se pela estabilidade térmica e pela capacidade de suportar muitos ciclos de recarga.
A química utilizada influencia fatores como:
As baterias de chumbo-ácido continuam presentes em alguns veículos elétricos, mas normalmente alimentam sistemas auxiliares de 12 volts. Elas não devem ser confundidas com a bateria de alta tensão responsável por mover o carro.
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Não existe um prazo único aplicável a todos os veículos. Como referência, modelagens divulgadas pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos indicam que as baterias atuais podem durar de 12 a 15 anos em climas moderados e de 8 a 12 anos em condições climáticas extremas.
Essas faixas devem ser interpretadas como estimativas, não como uma garantia. A durabilidade depende de fatores como:
O fim da garantia também não determina o fim da bateria. Ela pode continuar funcionando por vários anos após o encerramento da cobertura contratual.
A vida útil também pode ser analisada pela quilometragem, mas não há um limite universal.
Alguns fabricantes oferecem garantias que combinam tempo e distância percorrida. No Brasil, por exemplo, a Hyundai informa cobertura de oito anos ou 160 mil quilômetros, prevalecendo o que ocorrer primeiro, para os componentes específicos da propulsão elétrica do IONIQ 5. A cobertura depende das condições previstas no manual e não deve ser usada como referência para todos os modelos.
Em outros mercados, a Tesla também oferece garantias de oito anos para bateria e unidade de acionamento, com diferentes limites de quilometragem e retenção mínima de 70% da capacidade durante o período coberto, conforme o modelo.
Não. A autonomia indica quantos quilômetros o veículo pode percorrer antes de uma nova recarga. A vida útil indica por quanto tempo a bateria permanece adequada ao uso.
| Conceito | O que representa | Como é medido |
| Autonomia | Distância percorrida com uma carga | Quilômetros |
| Capacidade | Quantidade de energia armazenada | kWh |
| Tempo de recarga | Período necessário para recuperar energia | Minutos ou horas |
| Estado de saúde | Capacidade atual em relação à original | Percentual |
| Vida útil | Período de utilização da bateria | Anos, quilômetros ou ciclos |
| Garantia | Cobertura definida pelo fabricante | Anos ou quilômetros |
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A degradação é a perda gradual da capacidade de armazenar energia. Em vez de parar de funcionar repentinamente, a bateria tende a oferecer menos autonomia ao longo do tempo.
Esse processo ocorre principalmente de duas formas:
Acontece com a passagem do tempo, mesmo quando o veículo é pouco utilizado. Temperatura e nível de carga durante longos períodos podem influenciar esse processo.
Ocorre conforme a bateria é carregada e descarregada. Um ciclo não precisa acontecer de uma só vez. Duas descargas de 50%, por exemplo, podem equivaler aproximadamente a um ciclo completo.
O desgaste depende da interação entre química, projeto, temperatura, uso e carregamento. Por isso, dois veículos de mesma idade podem apresentar estados de saúde diferentes.
Significa que a bateria ainda consegue armazenar 70% da energia que armazenava quando era nova. Se uma bateria tinha 60 kWh de capacidade útil, por exemplo, ela passaria a armazenar cerca de 42 kWh. O carro continuará funcionando, mas terá menos autonomia por carga.
Não obrigatoriamente. Ela continuará funcionando, mas oferecerá menor autonomia. A necessidade de troca depende da rotina, da garantia e da condição técnica do conjunto.
Não imediatamente. Carregar até 100% ocasionalmente, como antes de uma viagem, não costuma causar problemas. O ideal é evitar que a bateria permaneça totalmente carregada por muito tempo, principalmente em temperaturas elevadas.
Siga sempre a recomendação do fabricante.
As baterias de íons de lítio usadas em carros elétricos não apresentam o chamado efeito memória da mesma forma que tecnologias antigas.
O que ocorre é a degradação gradual provocada pela passagem do tempo, pelos ciclos, pela temperatura e pelo padrão de utilização.
Também é importante diferenciar degradação de variações temporárias. Em dias frios, por exemplo, o veículo pode apresentar menor autonomia sem que isso represente perda permanente da capacidade.
As recomendações específicas do fabricante devem prevalecer, pois cada veículo possui uma estratégia própria de gerenciamento.
Algumas práticas podem ajudar:
Alguns fabricantes recomendam manter a carga entre 20% e 80% na maior parte da rotina. Essa faixa, porém, não deve ser tratada como regra universal, pois existem diferenças entre químicas, veículos e sistemas de proteção. A própria Hyundai apresenta essa orientação para o IONIQ 5, dentro das recomendações específicas do modelo.
A substituição pode ser considerada quando:
Há uma falha que impede o funcionamento;
A autonomia não atende mais à rotina;
A capacidade fica abaixo do limite coberto pela garantia;
O conjunto sofre dano após colisão;
O sistema identifica uma falha grave;
O custo de reparo se torna inviável.
Nem todo problema exige a troca do pacote completo. Conforme o projeto do veículo e a assistência disponível, pode ser possível reparar:
Essa possibilidade precisa ser avaliada por profissionais capacitados para trabalhar com sistemas de alta tensão.
A bateria de um carro elétrico pode permanecer em uso por muitos anos, mas sua capacidade tende a diminuir gradualmente. A durabilidade depende da tecnologia, da temperatura, da quilometragem e dos hábitos de carregamento.
Para preservar o componente, o ideal é evitar extremos de carga por longos períodos, seguir as orientações do fabricante, manter o sistema de gerenciamento térmico em boas condições e realizar as manutenções recomendadas.
Também é importante lembrar que o fim da garantia não representa, necessariamente, o fim da bateria. A substituição só deve ser considerada quando a autonomia já não atende à rotina, há uma falha relevante ou o reparo deixa de ser viável.
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